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Gestão de crise: como proteger seu negócio em momentos de incerteza?

Gestão de crise é o conjunto de ações para enfrentar imprevistos. É importante saber como proteger sua empresa, se adaptar com agilidade e tomar decisões com base em dados. Leia o guia completo do Blog da Cielo.
Publicado por Equipe Cielo

Detalhe de mão e antebraço, vestindo terno, bloqueando peças de dominó em sequência de serem atingidas por outras pedras próximas que estão caindo.

Ter um plano de gestão de crise é uma necessidade para empresas que querem sobreviver e crescer em tempos instáveis.

Pense bem: sua empresa saberia o que fazer se uma crise surgisse amanhã? Como manter as vendas, a confiança dos clientes e a operação funcionando quando tudo parece incerto? 

Essas são perguntas que nenhum gestor gosta de se fazer, mas que todo negócio precisa responder.

Segundo o IBGE, 60% das empresas brasileiras fecham antes de completar 5 anos. Muitos desses fechamentos poderiam ser evitados com um plano de ação bem estruturado.

Neste artigo, você vai entender:

  • O que é, de fato, gestão de crise
  • Como identificar os sinais e agir rápido
  • Quais decisões tomar primeiro
  • Como analisar o comportamento dos clientes para manter produtos e serviços relevantes
  • E por que as crises também ensinam e podem fortalecer seu negócio

Se você quer proteger sua empresa e tomar decisões mais seguras em tempos de incerteza, este guia é pra você.

Vamos começar?

O que significa gestão de crise e por que sua empresa precisa de um plano?

Gestão de crise é o conjunto de estratégias e ações que uma empresa coloca em prática para enfrentar situações inesperadas que ameaçam sua operação, reputação ou sustentabilidade. 

Ter um plano estruturado permite agir com rapidez, reduzir impactos e preservar a confiança de clientes, parceiros e colaboradores.

Em um cenário cada vez mais digital e imprevisível, contar apenas com o improviso pode custar caro. 

Como afirma a jornalista Patrícia Marins, especialista em gestão de crises e autora do livro Muito além do Media training: O porta-voz na era da hiperconexão, “em um mundo hiperconectado, crises se tornam globais em 2 horas” (Fonte: Forbes).

Ou seja, as crises hoje se espalham na velocidade da internet. E isso exige preparo. 

Um plano de gestão de crise bem desenhado ajuda sua empresa a responder de forma organizada, evitando reações impulsivas e protegendo o que há de mais valioso: a relação de confiança com os clientes.

Se a sua empresa ainda não tem esse plano, tudo bem. Vamos juntos entender o que pode colocar um negócio em risco e como antecipar as melhores respostas.

Quais os principais tipos de crise que podem afetar uma empresa?

Crises que afetam empresas podem ter várias origens, mas todas têm algo em comum: aparecem sem avisar e exigem resposta rápida. Abaixo, conheça os principais tipos:

  • Crise financeira: quando o fluxo de caixa não fecha, há excesso de dívidas ou queda abrupta no faturamento.
  • Crise de reputação: provocada por comentários negativos, notícias falsas, críticas de consumidores ou exposições em redes sociais.
  • Crise operacional: falhas nos processos internos, nos sistemas ou na entrega de produtos e serviços.
  • Crise de imagem institucional: envolvimento da marca com temas polêmicos, escândalos, causas sociais ou ambientais sem alinhamento claro com o público
  • Crise de liderança: problemas internos envolvendo sócios, executivos ou gestores que impactam a cultura e o clima organizacional.
  • Crise jurídica ou regulatória: mudanças na legislação, fiscalizações ou processos judiciais com repercussão negativa.
  • Crise de segurança ou dados: vazamento de informações, invasões digitais ou incidentes que colocam a integridade da empresa e de seus clientes em risco.

Agora, considere o contexto atual: redes sociais, portais de notícia e opiniões online. Tudo é compartilhado (e viraliza!) em segundos. 

Por isso, crises corporativas parecem ser o novo normal

Uma pequena falha ou mal-entendido pode se transformar em uma grande exposição pública e, muitas vezes, isso acontece antes mesmo da empresa perceber o que está acontecendo.

Mais do que evitar problemas, entender os tipos de crise ajuda a sua empresa a se preparar melhor para o que pode vir. E é esse o próximo passo que vamos dar juntos.

O que uma boa gestão de crise evita na prática

Detalhe de mãos de diversas pessoas trabalhando em conjunto e apontando para cartazes e papéis com dados e outros detalhes importantes para gestão de crise.

Uma gestão de crise bem estruturada ajuda a evitar que um problema pontual se transforme em uma ameaça à continuidade do negócio. 

Sem preparo, uma situação adversa pode escalar rapidamente, impactando vendas, reputação, relacionamento com clientes, fluxo de caixa e até a viabilidade da empresa.

Quando há planejamento, a empresa consegue agir com agilidade, comunicar com clareza, proteger seus ativos e, muitas vezes, transformar um momento delicado em uma oportunidade de fortalecimento da marca.

Veja alguns dos desdobramentos que podem ser evitados com uma boa gestão de crise:

  • Perda acelerada de faturamento e clientes por falta de resposta ou posicionamento adequado..
  • Rompimento de contratos e parcerias por quebra de confiança.
  • Exposição negativa na mídia e nas redes sociais, com efeitos duradouros sobre a reputação.
  • Desorganização interna que prejudica o atendimento e aumenta o desgaste da equipe.
  • Ações judiciais ou sanções regulatórias, quando há omissão ou negligência.
  • Descontrole do fluxo de caixa, especialmente se a crise impactar diretamente as receitas.

Os números ajudam a dimensionar o impacto da falta de preparo. Segundo o IBGE, 60% das empresas abertas no Brasil não sobrevivem aos primeiros cinco anos de operação, sendo o comércio um dos setores mais afetados.

Já os dados do Governo Federal mostram que, só nos quatro primeiros meses de 2025, mais de um terço das novas empresas formais encerraram suas atividades. 

Foram abertas 1.815.912 empresas no período, mas 973.330 fecharam, o equivalente a 35% das movimentações empresariais.

Tudo isso reforça a importância de antecipar cenários, identificar pontos de fragilidade e construir um plano de resposta eficiente.

Se uma crise pode acontecer a qualquer momento, o melhor que sua empresa pode fazer é se preparar antes. No próximo tópico, vamos mostrar como montar um plano de ação que realmente funcione.

📖 Leia mais: Veja como fazer o planejamento estratégico do seu negócio em 5 etapas

Como montar um plano de gestão de crise passo a passo

Para montar um plano de gestão de crise, o primeiro passo é entender que não basta reagir: é preciso se antecipar. Um plano eficaz organiza papéis, define processos e prepara sua equipe para agir com clareza diante de diferentes cenários.

Veja os passos essenciais:

  1. Mapeie os principais riscos do seu negócio: financeiros, operacionais, reputacionais e outros.
  2. Crie um comitê de crise: defina quem toma decisões, quem comunica e quem executa.
  3. Monte cenários e protocolos de ação para cada tipo de crise.
  4. Defina um porta-voz preparado e acessível.
  5. Estabeleça canais e mensagens de comunicação com o público interno e externo.
  6. Treine a equipe e revise o plano periodicamente.

Como explica Tânia Teixeira Pinto, professora de gerenciamento de crise na Faculdade Cásper Líbero, em entrevista à Forbes: “o pior que um porta-voz pode fazer em qualquer tipo de crise é não assumir, não trazer para si, e para a empresa, a responsabilidade”.

Um bom plano de crise não evita o imprevisto, mas garante que sua empresa esteja pronta para enfrentá-lo de frente, com agilidade e confiança.

Infográfico com passo a passo para montar um plano de gestão de crise.

Quais decisões tomar primeiro ao perceber sinais de crise?

Ao menor sinal de crise, a rapidez na tomada de decisão faz toda a diferença. Antes que os impactos se agravem, algumas ações devem ser priorizadas:

  • Avalie o fluxo de caixa: entenda sua capacidade de manter as operações nos próximos dias ou semanas.
  • Reúna seu comitê de crise ou liderança: alinhe cenários, responsabilidades e próximos passos.
  • Comunique-se com clareza com sua equipe: mantenha todos informados sobre o que está acontecendo e o que será feito.
  • Revise contratos, prazos e compromissos financeiros.
  • Monitore canais de atendimento e redes sociais: preste atenção às dúvidas e preocupações dos clientes. 

Tomar essas decisões rapidamente ajuda a manter o controle da situação e mostra maturidade da empresa. Lembre-se: na crise, o silêncio ou a indecisão podem custar mais caro do que o erro.

O que evitar em momentos de crise para proteger o negócio?

Em tempos difíceis, algumas atitudes podem piorar a percepção do público sobre a empresa. Evitar esses erros é essencial para proteger a reputação e manter a confiança dos clientes:

  • Fingir que nada está acontecendo ou minimizar o problema.
  • Culpar terceiros sem assumir nenhuma responsabilidade.
  • Interromper a comunicação com o público ou responder com frieza.
  • Tomar decisões impulsivas, como cortes abruptos ou mudanças sem análise.
  • Ignorar o impacto emocional e social da crise nas pessoas envolvidas.

Como mostra a experiência de muitas empresas, não demonstrar empatia no momento em que clientes, público e população estão em sofrimento é um erro comum — e grave. 

Mostrar que a empresa está atenta e comprometida é o primeiro passo fundamental para reverter a situação.

Exemplos de negócios que se adaptaram e mantiveram vendas em tempos de crise

Um dos exemplos mais citados de gestão de crise bem-sucedida é o da Johnson & Johnson, em 1982

Quando cápsulas do Tylenol foram adulteradas com uma substância tóxica, a empresa retirou milhões de unidades do mercado e comunicou tudo com transparência, mesmo antes de qualquer exigência legal. 

Essa postura proativa preservou a confiança dos consumidores e consolidou a reputação da marca, mostrando que priorizar segurança e comunicação clara é essencial para atravessar crises com credibilidade.

Agora, imagine um restaurante de médio porte que identifica, por meio de dados de venda e avaliação de clientes, um problema de qualidade em um dos pratos mais pedidos. 

Em vez de ignorar o alerta e esperar por uma viralização do problema nas redes sociais, a equipe comunica a situação, oferece alternativas aos clientes e ajusta rapidamente seus processos. 

O resultado disso? A base de clientes permanece fiel e o negócio demonstra maturidade e compromisso com a qualidade: dois ativos valiosos em qualquer cenário.

📖 Leia mais: Conheça 10 estratégias de fidelização de clientes. Surpreenda-se com os resultados!

Ferramentas para entender a demanda do seu público durante crises

Para atravessar uma crise com mais segurança, é fundamental entender como o comportamento do seu público muda. E sim, é possível fazer isso com ferramentas acessíveis, muitas vezes, dentro do próprio negócio.

Comece pelos relatórios internos: dados de vendas, produtos mais ou menos procurados, horários de pico e canais preferidos de compra mostram tendências valiosas. Em momentos de incerteza, esses sinais ajudam a decidir onde concentrar esforços.

Outra fonte poderosa são os indicadores de mercado, como o ICVA (Índice Cielo do Varejo Ampliado), que mostra tendências de consumo em diferentes setores e regiões. 

Combinado ao Cielo Farol, ferramenta disponibilizada para clientes Cielo, que traz dados em tempo real da operação do seu negócio. Assim, fica mais fácil identificar o que está funcionando e onde ajustar.

Além disso, vale investir em pesquisas diretas com clientes, mesmo que simples: uma pergunta rápida no WhatsApp ou uma enquete nas redes sociais pode gerar insights valiosos. Fique de olho também nos comentários, avaliações e postagens dos consumidores.

Como revisar seu mix de produtos e ajustar sua oferta com base em dados

Com base nos dados que já possui, como relatórios de venda, giro de estoque e comportamento dos clientes, é possível identificar o que deve ser mantido, ajustado ou retirado do mix durante uma crise. 

Comece analisando os produtos com baixa saída ou margem apertada. Eles ocupam espaço, consomem recursos e podem ser substituídos por itens com mais procura. 

Em paralelo, destaque os produtos mais vendidos ou os que geram melhor retorno. Valem ajustes como: reposicionar na vitrine, criar combos, oferecer promoções ou ampliar canais de divulgação.

Ajustar a oferta com base em dados evita decisões por “achismos” e fortalece o foco em resiliência. Com menos incerteza, você toma decisões mais eficientes mesmo em tempos instáveis.

Precificação inteligente: como manter vendas sem perder margem

Em tempos de crise, o consumidor está mais sensível ao preço, mas isso não significa que sua empresa precise vender barato para continuar competitiva. 

O segredo está na precificação inteligente, que combina percepção de valor com estratégias de venda bem pensadas.

Uma das formas mais eficazes é criar combos ou kits promocionais para aumentar o ticket médio

Dependendo do seu nicho, também vale oferecer opções de parcelamento acessíveis e destacar meios de pagamento que geram vantagem para o cliente, como o Pix, que é prático e instantâneo.

Lembre-se: o que importa não é apenas o preço final, mas o valor percebido. Um produto bem comunicado, com diferenciais claros e boa condição de pagamento, pode ser escolhido mesmo diante de alternativas mais baratas.

📖 Leia também: Entenda como precificar um produto de forma estratégica

O que sua empresa pode aprender com a crise para sair mais forte

Crises não são apenas obstáculos. Elas também revelam oportunidades de melhoria que, em tempos estáveis, talvez passassem despercebidas. 

As empresas que analisam seus erros, acertos e aprendizados durante momentos difíceis conseguem sair do outro lado mais ágeis, conscientes e preparadas.

Dificuldades expõem falhas em processos, comunicação, gestão financeira e tomada de decisão. Identificar esses pontos é o primeiro passo para transformá-los em melhorias estruturais. 

Em outras palavras, um momento desafiador pode ser uma rota para otimizar o atendimento, rever fornecedores, digitalizar etapas da operação ou investir em capacitação da equipe.

Além disso, a crise pode revelar novas fontes de receita. Muitos negócios encontraram na entrega por aplicativos, nos produtos de necessidade recorrente ou nos serviços por assinatura uma alternativa rentável e duradoura. 

Tudo começa com a escuta ativa dos clientes e a análise atenta dos dados.

Portanto, encarar a crise como um ponto de virada, e não como um fim, pode mudar o rumo da sua empresa no médio e longo prazo.

A Cielo pode ser sua aliada nesse processo. Com soluções que conectam dados, vendas e atendimento, ajudamos sua empresa a se adaptar mais rápido, vender melhor e tomar decisões com mais segurança, mesmo nos momentos mais desafiadores. 

👉 Conheça as soluções Cielo e fortaleça sua operação

Conclusão: o que você aprendeu neste artigo

  • Gestão de crise é uma estratégia essencial para empresas que querem se manter firmes diante de imprevistos e instabilidades.
  • Ter um plano estruturado ajuda a agir com rapidez, proteger a reputação e manter a operação funcionando com mais segurança.
  • Identificar produtos resilientes e entender o comportamento do consumidor são passos fundamentais para adaptar sua oferta.
  • Dados internos, ferramentas como o ICVA e o Cielo Farol, e o diálogo com clientes ajudam a tomar decisões mais assertivas durante a crise.
  • Cada crise traz aprendizados que podem fortalecer sua empresa no médio e longo prazo, desde que você esteja disposto a ouvir, revisar e agir.

💡Acompanhe o blog da Cielo e fique por dentro de conteúdos que ajudam sua empresa a crescer com mais estratégia e segurança.

Perguntas frequentes sobre gestão de crise

Qual é o principal objetivo do gerenciamento de crise?

O principal objetivo da gestão de crise é proteger a empresa, minimizando impactos operacionais, financeiros e reputacionais. Um bom gerenciamento permite reagir com rapidez, manter a confiança dos clientes e preservar a continuidade do negócio.

Como saber se minha empresa precisa de um plano de crise?

Se o seu negócio depende de fluxo de caixa constante, tem presença digital ou lida com público direto, você já precisa de um plano. Crises podem surgir de falhas internas, problemas externos ou situações inesperadas. Estar preparado evita decisões impulsivas.

Gestão de crise serve apenas para grandes empresas?

Não. Pequenos e médios negócios são os que mais sofrem com a falta de preparo. Um plano de crise simples, mas bem estruturado, já faz grande diferença para empresas de qualquer porte.


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