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Índice ICVA

ICVA: Varejo recua pelo 5º mês seguido, com queda de 1,1% em outubro

Crise do metanol impactou setor de Serviços, mas Black Friday já impulsiona e-commerce.
Publicado por Equipe Cielo

Pessoa segurando um tablet em frente a um fundo azul com gráficos de barras verticais e ícones de análise de dados, acompanhado do texto ‘Cielo ICVA Out/2025’, representando indicadores de vendas no varejo.

O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) mostra que o faturamento do Varejo em outubro de 2025 recuou 1,1% em comparação com o mesmo mês de 2024. O resultado já considera o desconto da inflação.

É o quinto mês seguido de retração em termos reais.

Em termos nominais, ou seja, sem levar em consideração a alta de preços, houve crescimento do faturamento. Os varejistas venderam 3,8% a mais do que em outubro de 2024.

Esse desempenho demonstra certa resiliência do setor diante do cenário econômico, que continua desafiador.

O consumo real ainda sente os efeitos da inflação, do alto endividamento das famílias — que chega a 48,9% da renda anual, segundo o Banco Central — e da inadimplência crescente da pessoa física, que atingiu 6,7% (o maior nível desde fevereiro de 2013).

Contaminação por metanol impacta macrossetor de Serviços

O macrossetor de Serviços teve recuo de 3,2%, já descontada a inflação. A queda mais significativa ocorreu em Bares & Restaurantes.

O setor sentiu o impacto direto das notícias de contaminação de bebidas por metanol, a partir do final de setembro, principalmente no estado de São Paulo.

Por todo o país, a pressão inflacionária também ajuda a explicar o desempenho mais fraco do macrossetor.

Nos últimos meses, o segmento de Turismo & Transporte dava fôlego aos Serviços, mas esse movimento não se repetiu em outubro. Entre os setores analisados, Estética & Cabeleireiros foi o que registrou o menor impacto negativo.

O macrossetor de Bens Duráveis e Semiduráveis também apresentou queda no mesmo ritmo: 3,2%.

O setor de Móveis, Eletro & Departamento contribuiu positivamente para suavizar a retração, enquanto Vestuário & Artigos Esportivos registrou recuo mais intenso, configurando um dos principais desafios do Varejo em outubro.

Já o macrossetor de Bens Não Duráveis foi o único a ter destaque positivo no mês, com leve avanço de 0,4%.

O resultado foi impulsionado, sobretudo, pelo desempenho de Drogarias & Farmácias, que contribuíram para sustentar o faturamento do Varejo.

Nessa categoria, a maior retração ficou por conta do segmento de Varejo Alimentício Especializado.

O cenário reforça a necessidade de estratégias específicas para sustentar o ritmo de vendas, especialmente em segmentos mais sensíveis à renda e à confiança do consumidor.

“Outubro mostra um cenário de atenção, mas também de oportunidade. Segmentos de Serviços tiveram um desafio extra devido a fatores mais pontuais, como a crise do metanol, enquanto setores como Farmácias e Móveis começam a dar sinais de recuperação e trazer fôlego ao Varejo”, afirma Carlos Alves, vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo.

“Vale destacar também o bom desempenho do e-commerce, reforçando a importância do canal nos preparativos para a Black Friday e o Natal”, completa o executivo.

O que é o ICVA – Índice Cielo de Varejo Ampliado

Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) acompanha mensalmente a evolução do varejo brasileiro, de acordo com as vendas realizadas em 18 setores mapeados pela Cielo, desde pequenos lojistas a grandes varejistas.

Eles respondem por milhares de clientes credenciados à companhia.

O peso de cada setor no resultado geral do indicador é definido pelo seu desempenho no mês.

O ICVA foi desenvolvido pela área de Business Analytics da Cielo com o objetivo de oferecer mensalmente uma fotografia do comércio varejista do país a partir de informações reais.

Como o ICVA é calculado

A unidade de Business Analytics da Cielo desenvolveu modelos matemáticos e estatísticos que foram aplicados à base da companhia com o objetivo de isolar os efeitos do comportamento competitivo do mercado de credenciamento – como a variação de marketshare, substituição de cheque e dinheiro no consumo, bem como o surgimento do Pix.

Dessa forma, o indicador não reflete somente a atividade do comércio pelo movimento com cartões, mas, sim, a real dinâmica de consumo no ponto de venda.

Este índice não é, de forma alguma, a prévia dos resultados da Cielo, que é impactado por uma série de outras alavancas, tanto de receitas quanto de custos e despesas.

Entenda o Índice Cielo do Varejo Ampliado

  • ICVA Nominal – Indica o crescimento da receita nominal de vendas no varejo ampliado do período, comparando com o mesmo período do ano anterior. Reflete o que o varejista de fato observa nas suas vendas.
  • ICVA Deflacionado – É o ICVA Nominal descontado da inflação. Para isso, utilizamos um deflator, que é calculado a partir do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), apurados pelo IBGE e ajustados ao mix e pesos dos setores contidos no ICVA. Reflete o crescimento real do varejo, sem a contribuição do aumento de preços.

O novo modelo contempla informações do IPCA entre o primeiro e 11º mês e do IPCA-15 referentes ao 12º mês. No mês seguinte, o histórico do dado deflacionado será ajustado com a aplicação do IPCA daquele mês, podendo conter uma variação marginal.

  • ICVA Nominal/Deflacionado com ajuste calendário – É o ICVA sem os efeitos de calendário que impactam determinado mês/período, quando comparado com o mesmo mês/período do ano anterior. Reflete como está o ritmo do crescimento, permitindo observar acelerações e desacelerações do índice.
  • ICVA E-Commerce – Indicador do crescimento da receita nominal no canal de vendas online do Varejo do período em comparação com o período equivalente do ano anterior.

Vídeo: como acompanhar as vendas no varejo com o ICVA

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