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Open Banking: o que é e como funciona

Publicado por Equipe Cielo

O Open Banking é um dos assuntos mais falados sobre o sistema financeiro ultimamente. E não é por acaso. Com ele, a oferta de serviços e produtos bancários personalizados promete ser mais alinhada à necessidade dos clientes, tornando o mercado mais competitivo.

Quer entender o que é o Open Banking e como ele funciona? Já tem uma vaga ideia sobre o tema, mas ainda não parou para pensar em qual impacto ele traz para você?

Então, reunimos algumas das principais dúvidas sobre o tema para você entender direitinho sobre o que é o Open Banking e quais benefícios ele traz para você.

O que é o Open Banking

Open Banking é um termo em inglês que, em português, significa “sistema financeiro aberto”.

Segundo o Banco Central do Brasil (BC), o Open Banking é a “possibilidade de clientes de produtos e serviços financeiros permitirem o compartilhamento de suas informações entre diferentes instituições autorizadas pelo Banco Central”.

O Open Banking está em fase de desenvolvimento e sua implementação é dividida em quatro fases, sendo uma delas possibilitar que a movimentação das contas bancárias possa ser feita, de forma ágil e segura, através de outras plataformas – além do site ou do aplicativo do seu banco.

Como funciona o Open Banking na prática?

Na prática, o Open Banking é um sistema padronizado de compartilhamento de dados financeiros.

Com a padronização de informações, processos e tecnologias, as instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo BC (bancos, cooperativas e instituições financeiras/pagamento) acessam informações de seus clientes através desse sistema integrado, desde que, o cliente autorize o compartilhamento dos seus dados.

A partir disso, tais instituições poderão usar estes dados para oferecer produtos e serviços mais competitivos e personalizados.

O Open Banking é seguro?

Sim! A segurança é um dos principais requisitos do Open Banking e você não precisa se preocupar em relação a isso.

Com o Open Banking, os clientes têm total controle dos seus dados e o sistema possui diversas camadas de segurança autenticadas pelo consumidor e as instituições participantes.

Normas rígidas de segurança cibernética são seguidas e o Open Banking também estabelece regras que preveem a responsabilização das instituições e seus dirigentes.

Tudo é supervisionado pelo Banco Central do Brasil.

Como isso é feito?

O compartilhamento de dados via Open Banking é realizado com a integração dos sistemas das instituições autorizadas pelo Banco Central do Brasil.

Essa integração é feita pela disponibilização de uma Application Programming Interface (API) padronizada.

As APIs são formas de conexão simples que permitem que diferentes plataformas troquem informações entre si e possam funcionar de forma integrada.

Como ficam meus dados bancários com o Open Banking?

Conforme mencionado acima, o compartilhamento dos dados  apenas é realizado mediante o consentimento prévio do titular da informação.

Essa autorização é concedida eletronicamente e pode ser cancelada sempre que a pessoa desejar.

Como acontece o compartilhamento de dados dos clientes?

O compartilhamento de dados deve respeitar três etapas: consentimento; autenticação e confirmação.

 

Tudo deve ser realizado exclusivamente por canais eletrônicos e as instituições participantes devem garantir a clareza nas informações relacionadas à cada etapa, assegurando também a segurança, agilidade e precisão destes canais.

 

Quando o Open Banking entra em vigor?

O Open Banking está sendo implementado em fases até 2022. De acordo com as informações do BC, o cronograma de implementação tem quatro fases, sendo elas:

  • 1ª fase (iniciada em 01/02/2021): as instituições participantes disponibilizam informações padronizadas ao público sobre os seus canais de atendimento e as características de produtos e serviços bancários tradicionais que oferecem;
  • 2ª fase (iniciada em 13/08/2021): compartilhamento de dados cadastrais e transacionais sobre serviços bancários (contas, crédito e pagamentos);
  • 3ª fase (início previsto para 29/10/2021): aqui tem início a integração nas prestações de serviços, começando pelos meios de pagamento. Esta fase acontece gradativamente. Primeiro, serão integradas as transações via Pix. Depois, já em 2022, é a vez dos pagamentos com TED e transferências entre contas na mesma instituição, seguido pelos pagamentos em boletos e, por último, pelos pagamentos com débito em conta.
  • 4ª fase (início previsto para 15/12/2021): nesta fase, o foco é no serviço de credenciamento e compartilhamento de dados de serviços como conta-salário e produtos de investimentos, câmbio, seguros e previdência (como a previdência privada, por exemplo).

Quais são os benefícios do Open Banking?

Entre os principais benefícios do Open Banking, podemos destacar:

  • Aumento da competição: o acesso aos dados dos usuários permite que as instituições financeiras autorizadas pelo BC ofereçam produtos e serviços para clientes dos concorrentes. Com isso, o consumidor pode ter mais vantagens e tarifas melhores.
  • Melhor experiência: os clientes poderão, por exemplo, ver todas as suas informações financeiras em um único local.
  • Controle das finanças: a centralização das informações facilita não só o acesso para os clientes, mas também o controle da vida financeira.
  • Controle sobre seus dados: ao colocar o consumidor no centro do novo sistema, o Open Banking permite que você tenha controle sobre seus dados – que antes pertenciam aos bancos. Sempre que desejar, você pode compartilhar suas informações financeiras com as instituições que escolher.
  • Portabilidade: o Open Banking dá um fim no excesso de burocracia na contratação de serviços e produtos. Em vez de papelada e muita documentação, a portabilidade entre as instituições poderá ser feita num único ambiente. Basta você autorizar o compartilhamento dos seus dados.
  • Mais transparência: o compartilhamento de dados traz maior transparência para os usuários a respeito de serviços e produtos disponíveis. Importante ressaltar que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), trouxe uma maior proteção para o uso de informações, sendo essa uma premissa para o regular funcionamento do Open Banking.

Open Banking: revolução do setor financeiro

O Open Banking traz muitas mudanças que prometem revolucionar o setor financeiro brasileiro nos próximos anos e os benefícios da iniciativa devem ser percebidos de forma mais clara com o tempo.

Ressalta-se que que o Open Banking não é uma exclusividade do Brasil. Se ele é novidade por aqui, já é uma realidade em lugares como a Austrália e a União Europeia, além do Reino Unido – referência em sistemas financeiros e pioneiro na implementação de um sistema de compartilhamento de dados nesse segmento.

Na prática, o maior beneficiado é o cliente, que passa a contar com serviços e produtos em um mercado mais competitivo e inovador.

Se tiver mais dúvidas e informações sobre o Open Banking, consulte a área de perguntas e respostas disponível no site do Banco Central.

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