Como a Geração Z compra: hábitos, formas de pagamento preferidas e o que os lojistas precisam saber
A geração Z prefere Pix, carteiras digitais e compras rápidas. Segundo a “Pesquisa Cielo Gerações em Foco: Hábitos de consumo e de pagamento”, quem empreende que entender esse comportamento consegue reduzir atritos na venda e criar experiências que realmente funcionam para o público jovem.
Quem é a geração Z?
A geração Z reúne pessoas nascidas entre 1996 e 2010. Cresceu imersa em internet, redes sociais e smartphones. O digital não é novidade para esse público; é a realidade de sempre.
Isso molda a forma como aprendem, consomem informação e, consequentemente, como compram.
Porém, aqui vai um ponto importante: nem todo jovem se comporta igual. Classe social, acesso à internet e região onde a pessoa cresce fazem bastante diferença.
Portanto, o que a “Pesquisa Cielo Gerações em Foco: Hábitos de consumo e de pagamento” mostra são tendências que aparecem com mais frequência nesse grupo, e não regras absolutas.
Então, em geral, a geração Z:
- Nasceu conectada ao mundo digital
- Usa celular como principal ferramenta digital
- Consome conteúdo em redes sociais constantemente
- Pesquisa antes de comprar
- Valoriza flexibilidade, autonomia e diversidade
- Tende a consumo mais consciente e engajado com questões sociais e ambientais
- Espera experiências rápidas, simples e digitais
Como a geração Z prefere comprar?
O comportamento de compra varia bastante conforme a categoria. A pesquisa da Cielo demonstra que os canais digitais dominam em vestuário, moda e eletroeletrônicos. Porém, a loja física continua muito relevante em supermercados e farmácias.
Isso mostra algo importante: a geração Z não elimina o varejo físico totalmente. Ela apenas aumenta a expectativa por experiências mais rápidas, simples e integradas ao digital.
O que a geração Z compra online?
- Vestuário e moda
- Eletroeletrônicos
- Produtos em geral quando há disponibilidade online
Onde ainda prefere a loja física?
- Supermercados
- Farmácias
- Compras recorrentes e de conveniência
O que mais influencia a decisão de compra da geração Z?
Preço é o fator número 1, e por margem relevante. Segundo a pesquisa da Cielo, 44% da geração Z aponta preço como principal critério de decisão de compra, acima da média geral (40%) e das gerações mais velhas (37%).
Qualidade do produto vem em segundo lugar, mas com peso menor do que em outras gerações: 30% para geração Z contra 44% para a geração X e os Baby Boomers. Isso não significa que qualidade não importa, mas significa que o preço precisa estar certo primeiro.
Outro dado relevante: avaliações online influenciam 14% da geração Z na decisão de compra, o dobro do que representa para gerações mais velhas (7%). Ou seja, o que outros consumidores falam sobre o produto ou a loja pesa na hora de fechar a compra.
Influenciadores digitais aparecem com 2% de influência, exclusivamente entre jovens, com zero impacto registrado para geração X e os Baby Boomers. É um canal de descoberta, e não de decisão.
Para quem vende, o recado é: preço competitivo e avaliações positivas são mais decisivos para conquistar esse público do que campanhas com influenciadores ou atendimento personalizado.
Como a geração Z descobre produtos e marcas?
As redes sociais têm papel central nessa descoberta. Muitos jovens pesquisam sobre o que querem comprar no TikTok e no Instagram, com influenciadores e em recomendações online.
O processo de compra costuma começar antes mesmo da pessoa entrar em uma loja virtual. Assim, a presença digital deixa de ser apenas “divulgação” e vira parte da experiência de compra.
Avaliações e comentários de outros consumidores também pesam bastante. Se alguém da comunidade recomenda (ou não), isso influencia diretamente a decisão de finalizar a compra.
Quais são os meios de pagamento que a geração Z prefere?
Aqui é onde as mudanças ficam mais evidentes e variam conforme o canal de compra.
Segundo a pesquisa da Cielo, em lojas físicas a geração Z divide preferências entre cartão de crédito parcelado (27%), crédito à vista (24%), carteiras digitais (19%) e Pix (17%).
Já nas compras online, o cenário muda: crédito parcelado lidera com 39%, seguido por Pix, que aparece com força em 26%, acima da média geral. Isso mostra que o Pix já é parte natural do comportamento digital desse público.
Outro dado relevante: apenas 17% da geração Z não utiliza carteira digital, contra 35% das gerações X e Baby Boomers. Ou seja, esse público adota novas tecnologias de pagamento com muito mais naturalidade.
Alguns lojistas ainda têm receios com essas novas tecnologias. No entanto, quem aceita Pix e carteiras digitais, tanto na loja física quanto no online, abre um leque maior de possibilidades de venda para a geração Z e para outras gerações também.
O que isso significa para quem vende?
Resposta simples e objetiva: limitar formas de pagamento pode gerar perda de vendas. Se alguém encontra dificuldades ou processos complicados na hora de pagar, a chance de desistir da compra aumenta bastante.
Por isso, é importante oferecer opções como Pix, carteiras digitais, pagamento por aproximação e link de pagamento. Principalmente para a geração Z, rapidez e simplicidade fazem uma diferença enorme.
Consumidores jovens costumam ter menor tolerância a processos lentos e complicados. Quanto menos atrito existir na compra, maiores são as chances de conversão.
A geração Z se importa com propósito na hora de comprar?
Sustentabilidade e causas sociais influenciam as escolhas da geração Z, mas de forma mais seletiva do que parece.
Segundo a “Pesquisa Cielo Gerações em Foco”, 44% desse público considera preferir marcas envolvidas com causas sociais ou sustentabilidade, mas não de forma absoluta. O contexto da compra conta.
Quando o assunto é pagar mais por isso, 72% da geração Z se mostra aberta — desde que o produto justifique o preço ou a causa faça sentido. Ou seja, propósito importa, mas não substitui preço e qualidade. Eles precisam andar juntos.
Para quem vende, isso significa que comunicar o impacto social ou ambiental do negócio pode ser um diferencial, desde que seja real e transparente.
Como adaptar a loja para atender a geração Z?
Isso não significa transformar completamente o negócio da noite para o dia. Alguns ajustes já ajudam bastante:
- Aceitar Pix e carteiras digitais
- Oferecer pagamento por aproximação (NFC)
- Se vende online, facilitar o checkout online (página de pagamento)
- Reduzir etapas desnecessárias na compra
- Usar comunicação mais direta e clara
Adaptar a operação para acompanhar novos hábitos de consumo tende a beneficiar não só a geração Z, como também outras gerações.
Como a tecnologia ajuda nessa adaptação?
Muitas soluções já facilitam pequenos negócios a oferecer experiências alinhadas ao comportamento digital dos consumidores.
O Cielo Tap, por exemplo, permite que o próprio celular vire uma ferramenta de pagamento por aproximação. Isso facilita muito para vendas rápidas, atendimento móvel e operações mais flexíveis.
Além da praticidade para quem vende, isso acompanha o comportamento da geração Z, que já tem familiaridade com pagamentos digitais e aproximação (algo visto como essencial atualmente).
Se quer entender melhor uma das principais formas de pagamento da geração Z, confira nosso guia completo sobre o que é o Pix.
Também oferecemos informações detalhadas sobre carteiras digitais e principais meios de pagamento para você escolher a melhor estratégia.
Nota: O Cielo Tap está disponível para celulares Android com NFC. Para iPhones, confira o Tap to Pay no iPhone.
A geração Z compra apenas online?
Este é um dos pontos mais importantes ao analisar a “Pesquisa Cielo Gerações em Foco”. Ela mostra que a geração Z não compra apenas online.
Embora exista forte presença digital, a loja física continua relevante dependendo do segmento e da experiência oferecida. O que muda é a expectativa dos consumidores.
Muita gente espera encontrar rapidez, integração digital, meios de pagamento flexíveis, praticidade e menos burocracia.
O ambiente físico continua importante, mas precisa acompanhar os hábitos digitais dos consumidores atuais. Sem essa adaptação, é bem provável que essa geração opte por lugares que “falem a mesma língua” na hora de comprar.
O que os lojistas podem aprender com esse comportamento?
O principal aprendizado é entender como os consumidores estão mudando. A geração Z mostra:
- Maior abertura para novas tecnologias
- Preferência por experiências rápidas
- Forte presença digital
- Preocupação com preço
- Menor dependência do parcelamento tradicional
Isso não significa abandonar estratégias anteriores e focar apenas no que a geração Z prefere. Significa adaptar a operação para acompanhar novos hábitos de consumo que tendem a se expandir para outras gerações.
No fim, o objetivo continua sendo o mesmo: facilitar a compra e reduzir barreiras entre a clientela e a finalização da venda.
Como a Cielo ajuda quem quer aceitar mais formas de pagamento?
A Cielo oferece soluções que permitem aceitar Pix, cartão, aproximação e carteiras digitais em um só lugar. Quando você aceita mais formas de pagamento, reduz atritos e aumenta as chances de conversão.
Confira nossos planos e escolha a solução que melhor se encaixa no seu negócio.
FAQ: perguntas frequentes sobre a geração Z
1. Quem faz parte da geração Z?
Pessoas nascidas entre 1996 e 2010. É a primeira geração totalmente nativa digital, ou seja, que cresceu com internet, redes sociais e smartphones como realidade desde sempre. Por isso, valoriza flexibilidade, autonomia e consumo consciente nas suas escolhas de compra.
2. A geração Z prefere comprar online?
Em muitos segmentos, sim. Porém, lojas físicas continuam relevantes em categorias como supermercados e farmácias.
3. Quais meios de pagamento a geração Z mais usa?
De acordo com a “Pesquisa Cielo Gerações em Foco”, Pix, carteiras digitais e cartão de crédito têm participação equilibrada entre consumidores jovens em lojas físicas.
4. A Geração Z usa menos parcelamento?
Sim. A “Pesquisa Cielo Gerações em Foco” mostra menor dependência do crédito parcelado comparado com gerações mais velhas.
5. O que mais influencia a decisão de compra?
A “Pesquisa Cielo Gerações em Foco” mostra que o preço aparece como principal fator (44%), seguido pela qualidade do produto (37%).
6. Vale a pena adaptar a loja para pagamentos digitais?
Sim. Facilitar pagamentos rápidos e digitais ajuda a acompanhar os hábitos atuais dos consumidores e reduz a chance de desistência.

Aqui no Blog da Cielo, oferecemos análises e orientações sobre os principais temas que impactam o varejo e os meios de pagamento: tecnologia, segurança digital, eficiência nas transações com maquininhas, tendências de consumo e novas soluções para o empreendedor.