Como aceitar Pix e cartão pode ser um ato de inclusão financeira no seu negócio

Aceitar diferentes formas de pagamento amplia o acesso ao comércio. Quem não tem cartão de crédito paga pelo Pix; quem não tem conta em banco usa cartão pré-pago; quem evita dinheiro em espécie ganha autonomia. Oferecer opções é uma forma de incluir mais clientes no seu negócio.
O que é inclusão financeira e qual o papel do varejo nisso?
Inclusão financeira é o processo de garantir que mais pessoas tenham acesso a serviços financeiros essenciais, como conta bancária, pagamentos digitais e crédito.
Quando um negócio diversifica as formas de receber, ele participa ativamente desse avanço no dia a dia de quem compra e de quem vende.
Ao deixar de depender só do papel-moeda, quem empreende formaliza o fluxo de caixa, constrói histórico financeiro e ganha mais proteção contra perdas físicas ou assaltos.
Essa transformação também ajuda a reduzir desigualdades regionais no Brasil. Quando negócios de bairros periféricos ou de cidades do interior passam a receber pagamentos digitais, eles conectam quem historicamente ficou fora do sistema bancário à economia digital.
Quem fica de fora quando um negócio aceita só dinheiro?
Negócios que aceitam apenas papel-moeda acabam restringindo o poder de compra de parte importante dos clientes. Quem movimenta o dinheiro só por aplicativos, cartões virtuais ou carteiras digitais fica sem opção nesses locais — e o contrário também é verdade.
A falta de alternativas prejudica ainda quem recebe salário ou benefício social direto na conta digital e prefere não sacar por segurança. Diversificar as formas de pagamento é um convite para que ninguém fique de fora no balcão.
Além disso, oferecer vários canais de recebimento melhora a experiência de quem compra e também protege o faturamento do negócio.
Vale a pena conhecer os principais meios de pagamento do mercado e entender como eles moldam o consumo hoje.
Como o Pix ajudou a incluir mais pessoas no sistema financeiro?
Segundo o Banco Central do Brasil (BCB), em notícia de 17/11/2025, cerca de 170 milhões de pessoas já usam o Pix no país, com mais de R$ 11 trilhões movimentados só em 2024.
Esse crescimento também aparece nos números de inclusão financeira. De acordo com o Banco Central, entre junho de 2018 e dezembro de 2023, o número de pessoas físicas com uso ativo de serviços financeiros saltou de 77 milhões para 152 milhões. Entre pessoas jurídicas, incluindo MEI, o salto foi de 3,5 milhões para quase 12 milhões!
Para o diretor de Organização do Sistema Financeiro do BCB, Renato Dias de Brito Gomes, o Pix se tornou uma ferramenta de “cidadania econômica”, ao levar para dentro do sistema financeiro quem estava fora dele.
Muita gente só recebia o salário e sacava tudo em dinheiro — hábito que mudou com a praticidade de pagar pelo celular.
O Banco Central também destaca que o Pix ajudou a reduzir tarifas, incentivar a formalização de negócios e diminuir a dependência do dinheiro em espécie no comércio.
Para organizar o fluxo de caixa com essa tecnologia, dá para organizar o recebimento de vendas pelo Pix e também entender como o Pix funciona na prática antes de aceitar essa forma de pagamento no seu ponto de venda.
Cartão pré-pago e carteira digital: pontes para incluir mais clientes
Os cartões pré-pagos são importantes para incluir quem não tem comprovação de renda ou histórico de crédito. Eles funcionam por recarga prévia e permitem compras em lojas físicas e virtuais pelas redes de pagamento tradicionais.
As carteiras digitais também funcionam como ponte, ao reunir cartões, saldo e cupons no celular.
Para aceitar esses meios, vale buscar uma maquininha preparada para ler pagamentos por aproximação (NFC) e QR Code, além de mais de 80 bandeiras de cartão, como a Cielo Smart.
Quem quer receber por Pix de forma mais prática também pode gerar um QR Code para receber por Pix direto na maquininha ou no aplicativo.
O que quem vende ganha ao aceitar mais formas de pagamento?
Além do papel social, diversificar as formas de receber traz vantagem comercial: menos vendas perdidas por falta de opção de pagamento.
Segundo a “Pesquisa Cielo de Segurança e Prevenção à Fraude no Varejo”, realizada em outubro de 2023, 62% dos estabelecimentos preferem receber suas vendas por Pix.
Ter mais flexibilidade no checkout (momento do pagamento) também tende a aumentar o ticket médio e melhorar a percepção de valor do negócio entre os clientes.
Além disso, a falta de opções de pagamento flexíveis é apontada pelos consumidores como uma das principais barreiras que atrapalham a experiência de compra no comércio físico, de acordo com a “Pesquisa Cielo Gerações em Foco: Hábitos de consumo e de pagamento”.
Portanto, investir em modernização é um caminho para aumentar o faturamento. Dá para aplicar estratégias práticas para vender mais adaptando o ponto de venda ao que os clientes esperam hoje, ou oferecer mais formas de pagamento para quem compra sem complicar a operação.
Quem quer dar mais prazo para os clientes também pode entender como funciona o Pix Parcelado, uma forma de crédito direto dentro do ecossistema instantâneo.
Como a Cielo apoia a inclusão financeira no varejo?
Promover a inclusão financeira pelo varejo une responsabilidade social e crescimento comercial. Abrir o negócio para o Pix, o cartão pré-pago e a carteira digital remove barreiras invisíveis e amplia o público que pode comprar de você.
Quem tem MEI e aceita pagamentos digitais também formaliza as vendas com o guia do MEI e facilita o acesso a crédito no futuro.
Quem quer estruturar melhor a operação pode organizar a gestão financeira do negócio e reduzir a dependência do dinheiro físico.
Menos dinheiro em espécie no caixa também ajuda a reforçar a segurança contra fraudes. E para quem já pensa em crescer com informação, vale usar dados para tomar decisões melhores sobre o próprio negócio.
FAQ: perguntas frequentes sobre Pix e inclusão financeira
1. Aceitar Pix ajuda na inclusão financeira?
Sim. O Pix permite que quem não tem conta bancária tradicional ou cartão de crédito participe da economia digital. Aceitar esse método viabiliza o consumo para milhões de pessoas que usam carteiras digitais e fintechs.
2. O que é inclusão financeira no varejo?
É a prática de oferecer diferentes formas de pagamento para garantir que ninguém fique de fora por não usar dinheiro físico. Isso acontece quando o negócio aceita Pix, débito, crédito, vale e cartão pré-pago.
3. A maquininha Cielo aceita cartão pré-pago?
Sim, as maquininhas da Cielo processam cartões pré-pagos das principais bandeiras do mercado. A venda funciona da mesma forma que no débito ou crédito tradicional, conforme a configuração do emissor.
4. Como diversificar as formas de pagamento sem gastar muito?
O caminho mais simples é usar uma solução que reúna Pix, cartão e aproximação em um único equipamento, como a Cielo Smart. Isso reduz custo com múltiplos aluguéis e facilita a gestão financeira do negócio.
5. Microempreendedores também são beneficiados pela inclusão financeira?
Sim. Ao aceitar pagamentos digitais, quem tem MEI formaliza o histórico de vendas, melhora o controle do fluxo de caixa e ganha mais facilidade para comprovar renda em instituições financeiras. Para começar, dá para escolher uma maquininha para microempreendedores.
6. É seguro aceitar cartão virtual no ponto de venda?
Sim. Os cartões virtuais usam dados temporários e códigos de segurança dinâmicos, que mudam com frequência. Isso reduz bastante o risco de fraude no momento do recebimento.
Aqui no Blog da Cielo, oferecemos análises e orientações sobre os principais temas que impactam o varejo e os meios de pagamento: tecnologia, segurança digital, eficiência nas transações com maquininhas, tendências de consumo e novas soluções para o empreendedor.