ICVA mostra que Dia dos Pais 2026 tem maior crescimento do varejo desde 2022

Foi o maior avanço da data desde 2022. O levantamento da Cielo considera o período de 3 a 9 de agosto de 2026 comparado com 4 a 10 de agosto de 2025.
O resultado de 2026 é o melhor Dia dos Pais para o varejo desde o período de retomada pós-pandemia, tanto no canal físico quanto no e-commerce.
O faturamento das vendas pela internet avançou 12,1%, acima do crescimento de 6,6% registrado pelo varejo físico.
Nos últimos anos, o crescimento da data acelerou de forma consistente: alta de 2,3% em 2023, 5,5% em 2024, 5,9% em 2025 e 7,7% neste ano.
O único período com desempenho superior foi 2022, ainda sob efeito da retomada do consumo pós-pandemia, quando o varejo total avançou 11,7% e o e-commerce chegou a saltar 33%.
Setores presenteáveis não puxaram alta no Dia dos Pais 2026
Diferentemente do observado em datas como o Dia das Mães, o crescimento do Dia dos Pais 2026 não foi puxado pelos setores tradicionalmente associados a presentes.
Os segmentos presenteáveis (Livrarias & Papelarias, Óticas & Joalherias, Cosméticos & Higiene Pessoal, Móveis, Eletro & Departamentos e Vestuário) somaram, no agregado, retração de 1,2%, com quedas em Vestuário (-2,9%) e Móveis, Eletro & Departamentos (-2%).
Já os demais setores do varejo cresceram 9,6% no período, mostrando que o consumidor priorizou outras formas de celebrar a data.
Entre os segmentos que mais se destacaram estão:
- Varejo Alimentício Especializado: alta de 13,8%
- Postos de Combustíveis: alta de 13,6% (refletindo o aquecimento de setores ligados a viagens e deslocação durante a data)
- Turismo & Transporte: alta de 10,9% (reforçando movimento percebido no consumo de combustíveis)
Drogarias & Farmácias também tiveram bom desempenho, com alta de 9,8%.
Já entre os segmentos presenteáveis, apenas Livrarias, Papelarias & Afins (11,9%) e Óticas & Joalherias (7,6%) registraram crescimento relevante.
O macrossetor de Serviços foi o que mais cresceu no período, com alta de 10,5%, seguido por Bens não Duráveis, que avançaram 9,3%.
Já Bens Duráveis apresentou leve retração de 0,2%.
“O Dia dos Pais de 2026 confirma uma mudança de comportamento que já vínhamos observando em outras datas comemorativas: o consumidor está trocando o presente físico tradicional por experiências e conveniência. O forte crescimento de setores como turismo, combustíveis e serviços mostra isso com clareza”, afirma Carlos Alves, vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo.
E-commerce
O resultado consolida o e-commerce como o principal motor de crescimento da data. No entanto, o varejo físico mantém a importância.
O resultado de 2026 é o melhor Dia dos Pais desde o período pós-pandemia, tanto para o varejo físico quanto para o e-commerce.
Desempenho regional
Na análise regional, que considera apenas o varejo físico, Norte (15%) e Nordeste (13,6%) tiveram os melhores desempenhos, com crescimento em dois dígitos.
Sudeste (5,3%), Centro-Oeste (4,8%) e Sul (4,4%) também registraram alta, ainda que em ritmo mais moderado.
Desempenho estadual
Entre os estados, os destaques ficaram por conta do Pará (15,8%), Ceará (14,9%) e Bahia (14,3%), seguidos pelo Amazonas (12,9%).
Na outra ponta, o Rio Grande do Sul teve o menor crescimento entre as unidades federativas, com alta de 2,4% — ainda positiva, mas bem abaixo da média nacional.
“O desempenho de estados como Pará, Ceará e Bahia foi um dos grandes destaques do Dia dos Pais este ano, com crescimento bem acima da média nacional. É um sinal positivo de que o consumo está aquecido em todas as regiões do país”, diz Carlos Alves.
Sobre o ICVA
O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) acompanha mensalmente a evolução do Varejo brasileiro, de acordo com as vendas realizadas em 18 setores mapeados pela Cielo, desde pequenos lojistas a grandes varejistas. O peso de cada setor no resultado geral do indicador é definido pelo seu desempenho no mês.
O ICVA foi desenvolvido pela área de Business Analytics da Cielo com o objetivo de oferecer, mensalmente, uma fotografia do comércio varejista do país a partir de informações reais.
Como é calculado o ICVA
A unidade de Business Analytics da Cielo desenvolveu modelos matemáticos e estatísticos aplicados à base da companhia com o objetivo de isolar os efeitos do mercado de credenciamento — como variação de market share, substituição de cheque e dinheiro no consumo, bem como o surgimento do Pix.
Dessa forma, o indicador não reflete somente a atividade do comércio pelo movimento com cartões, mas, sim, a real dinâmica de consumo no ponto de venda.
Esse índice não é, de forma alguma, prévia de resultados da Cielo, que são impactados por uma série de outras alavancas, tanto de receitas quanto de custos e despesas.
Entenda o Índice Cielo de Varejo Ampliado
- ICVA Nominal: indica o crescimento da receita nominal de vendas no Varejo Ampliado do período, comparado ao mesmo período do ano anterior. Reflete o que o varejista de fato observa nas suas vendas.
- ICVA Deflacionado: ICVA Nominal descontado da inflação. Para isso, é utilizado um deflator calculado a partir do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo IBGE, ajustado ao mix e aos pesos dos setores contidos no ICVA. Reflete o crescimento real do Varejo, sem a contribuição do aumento de preços.
- ICVA Nominal/Deflacionado com ajuste de calendário: ICVA sem os efeitos de calendário que impactam determinado mês/período, quando comparado com o mesmo mês/período do ano anterior. Reflete como está o ritmo do crescimento, permitindo observar acelerações e desacelerações do índice.
- ICVA E-commerce: indicador do crescimento da receita nominal no canal de vendas online do Varejo, no período em comparação com o período equivalente do ano anterior.