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ICVA: classificação do Brasil contra o Japão faz bares baterem recorde com aumento de vendas de 86,1%

A maior alta do setor em Copas do Mundo havia sido registrada em 2022, durante uma partida contra a Coreia do Sul, também realizada em uma segunda-feira.
Publicado por Comunicação Cielo

Banner do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) mostrando pessoa empreendedora em ambiente de bar, utilizando um tablet para acompanhar dados de vendas. A imagem traz sobreposição com gráficos de crescimento e o texto “Análise Jogo 4 do Brasil na Copa”, indicando desempenho do varejo durante partida da seleção brasileira na Copa de 2026.O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) traz dados que mostram que jogo que classificou o Brasil para as oitavas de final da Copa de 2026 levou a torcida aos bares.

De acordo com o levantamento do ICVA, o microssetor de Bares, Discotecas e Casas Noturnas cresceu 86,1% em faturamento nominal no dia da partida contra o Japão, realizada em 29 de junho, na comparação com a mesma segunda-feira de 2025.

Este foi o maior crescimento já registrado em bares nas partidas da Seleção Brasileira analisadas pela Cielo até o momento.

Comparativo do faturamento de bares durante jogos da Copa do Mundo. O setor de bares, discotecas e casas noturnas apresentou alta de 6,4% em partidas contra Marrocos, queda de 2,8% contra o Haiti, crescimento de 34,1% contra a Escócia e aumento de 86,1% contra o Japão, resultado que representa o maior desempenho entre os países analisados.

O desempenho do comércio no primeiro jogo da fase mata-mata (16 avos de final) superou com folga o recorde anterior do setor em Copas do Mundo, registrado contra a Coreia do Sul em 2022 — partida que também ocorreu em uma segunda-feira.

Gráfico de faturamento de bares durante jogos da Copa do Mundo de 2026. O microssetor de bares, discotecas e casas noturnas registrou crescimento de 67,2% na Coreia do Sul, em 2022, e de 86,1% no Japão, em 2026, indicando recorde de vendas para bares em partidas da seleção brasileira contra equipes asiáticas.

O resultado foi puxado principalmente pelo consumo presencial. Nas lojas físicas do segmento, a alta chegou a 87,9%, enquanto o e-commerce de bares avançou 24,5%.

Dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) mostram que o jogo Brasil x Japão na Copa do Mundo de 2026 impulsionou fortemente o faturamento dos bares. O microssetor de bares, discotecas e casas noturnas registrou crescimento de 86,1%, superando resultados observados em jogos contra Marrocos (+6,4%), Haiti (-2,8%) e Escócia (+34,1%). O impacto foi semelhante ao observado no comércio físico (+87,9%) e superior ao e-commerce (+24,5%), evidenciando o efeito dos jogos da Seleção Brasileira sobre o consumo presencial.

Isso mostra um movimento cada vez mais evidente durante a Copa: conforme os jogos ganham peso decisivo, os bares se consolidam como ponto de encontro dos torcedores.

Em vez de apenas reduzir o consumo, a partida reorganizou a jornada de compra, deslocando parte dos gastos para ambientes de convivência, alimentação e celebração.

“A Copa tem um efeito direto sobre a rotina de consumo dos brasileiros. No jogo da classificação, vimos o varejo tradicional desacelerar, enquanto os bares tiveram o maior crescimento entre as partidas analisadas até agora. É um retrato de como grandes eventos nacionais reorganizam horários, canais e categorias de consumo”, afirma Carlos Alves, vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo.

Variação de vendas por horário mostra antecipação do consumo e impacto do jogo no varejo

A análise por horário reforça esse comportamento.

No varejo total, às 12h, o volume de vendas chegou a 5,44%, indicando antecipação de compras antes da partida. Em supermercados, o volume também cresceu ao meio-dia (+6,57%), sugerindo preparação pré-jogo.

Já em bares, o pico ocorreu às 16h, quando o volume de vendas chegou a 11,27%, em meio ao período associado à partida.

Gráfico de transações em bares durante o jogo Brasil x Japão na Copa do Mundo de 2026. O volume de transações no microssetor de bares, discotecas e casas noturnas apresenta pico de 7,8% por volta das 13h e atinge 11,3% durante a partida, superando significativamente o padrão observado em uma segunda-feira comum de 2025.

Na direção oposta, o varejo total registrou queda de 20,4% no dia do jogo.

A retração foi de 21,6% nas lojas físicas e de 17,5% no e-commerce, também na comparação com a mesma segunda-feira de 2025.

Dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) mostram que o jogo Brasil x Japão na Copa do Mundo de 2026 impactou negativamente o desempenho geral do varejo brasileiro. O faturamento do varejo total caiu 20,4%, enquanto o comércio físico recuou 21,6% e o e-commerce registrou queda de 17,5%, refletindo a redução da atividade comercial durante o período do jogo da Seleção Brasileira.

Entre os setores analisados, além da alta dos bares, o Varejo Alimentício Especializado foi o principal destaque positivo, com crescimento de 9,3%.

Recreação & Lazer teve a maior queda, de 35,6%.

O setor de Alimentação – Bares & Restaurantes recuou 6%, enquanto Turismo & Transporte caiu 11,7% e Supermercados e Hipermercados teve uma retração de 13,3%.

Durante o jogo Brasil x Japão na Copa do Mundo de 2026, o varejo alimentício especializado apresentou aumento de 9,3% no faturamento. Em contrapartida, diversos setores registraram retração, incluindo supermercados e hipermercados (-13,3%), bares e restaurantes (-6,0%), turismo e transporte (-11,7%) e recreação e lazer (-35,6%), indicando deslocamento do consumo para compras focadas na ocasião da partida.

Sobre o ICVA

O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) acompanha mensalmente a evolução do Varejo brasileiro, de acordo com as vendas realizadas em 18 setores mapeados pela Cielo, desde pequenos lojistas a grandes varejistas. O peso de cada setor no resultado geral do indicador é definido pelo seu desempenho no mês.

O ICVA foi desenvolvido pela área de Business Analytics da Cielo com o objetivo de oferecer, mensalmente, uma fotografia do comércio varejista do país a partir de informações reais.

Como é calculado o ICVA

A unidade de Business Analytics da Cielo desenvolveu modelos matemáticos e estatísticos aplicados à base da companhia com o objetivo de isolar os efeitos do mercado de credenciamento — como variação de market share, substituição de cheque e dinheiro no consumo, bem como o surgimento do Pix.

Dessa forma, o indicador não reflete somente a atividade do comércio pelo movimento com cartões, mas, sim, a real dinâmica de consumo no ponto de venda.

Esse índice não é, de forma alguma, prévia de resultados da Cielo, que são impactados por uma série de outras alavancas, tanto de receitas quanto de custos e despesas.

Entenda o Índice Cielo de Varejo Ampliado

  • ICVA Nominal: indica o crescimento da receita nominal de vendas no Varejo Ampliado do período, comparado ao mesmo período do ano anterior. Reflete o que o varejista de fato observa nas suas vendas.
  • ICVA Deflacionado: ICVA Nominal descontado da inflação. Para isso, é utilizado um deflator calculado a partir do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo IBGE, ajustado ao mix e aos pesos dos setores contidos no ICVA. Reflete o crescimento real do Varejo, sem a contribuição do aumento de preços.
  • ICVA Nominal/Deflacionado com ajuste de calendário: ICVA sem os efeitos de calendário que impactam determinado mês/período, quando comparado com o mesmo mês/período do ano anterior. Reflete como está o ritmo do crescimento, permitindo observar acelerações e desacelerações do índice.
  • ICVA E-commerce: indicador do crescimento da receita nominal no canal de vendas online do Varejo, no período em comparação com o período equivalente do ano anterior.

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