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Na semana do Dia da Visibilidade Trans e Travesti, Time Cielo debate a importância do acolhimento no ambiente profissional

Publicado por Equipe Cielo

Em 29 de janeiro, é comemorado o Dia da Visibilidade Trans e Travesti. Foi nesta data que, em 2004, um grupo de travestis e transexuais foi ao Congresso Nacional para reforçar a conscientização e a necessidade da criação de políticas de inclusão social para essa população.

Dezoito anos mais tarde, o cenário do país e as necessidades desse grupo não mudaram muito. Infelizmente, o Brasil lidera as estatísticas de homicídios de pessoas trans no mundo.

Além disso, acontecimentos recentes num famoso reality show da TV brasileira evidenciaram a falta de entendimento e de respeito da sociedade em relação à comunidade transgênero.

Para fomentar a mudança de comportamento, o Conversas Plurais do dia 28 de janeiro abordou a importância da inclusão e do acolhimento às pessoas trans no ambiente profissional para o Time Cielo. Saiba como foi o evento!

“Esquecem que as pessoas trans têm nome, sobrenome, família, sonhos…”

Com o tema “O ambiente de trabalho também precisa ser ilha de acolhimento para a comunidade trans”, o bate-papo contou com a mediação de Francesco Crisci, analista de produtos da Cielo e ativista LGBTQIA+, além da presença de Arthur Bugre, homem trans, palestrante, jornalista, mentor e facilitador.

Com o objetivo de mostrar como podemos contribuir com o fim das barreiras sociais impostas à população transexual e promover o respeito a identidades que fogem ao conceito tradicionalmente aceito da binaridade de gêneros, ou seja, o que é ser “masculino” ou “feminino”, Arthur compartilhou com o Time Cielo os desafios de ser um homem trans negro:

“No Mês da Visibilidade Trans, é muito importante falarmos sobre isso. Um corpo negro e trans em ambientes públicos é lido como um ‘corpo público’. Existem dias que vivencio um verdadeiro ‘combo do mal’, onde pessoas tentam me tocar, perguntam sobre meu gênero ou fazem piadas sobre minha aparência, além das tentativas de agressão – e, em alguns momentos, até a agressão física para valer”, ressaltou.

A palestra, que também trouxe um ponto de vista da perspectiva pessoal do nosso convidado, pontuou a frequência com que Arthur lida com olhares de julgamento e preconceito no dia a dia.

“Imagina você precisar pensar três, quatro vezes para ter certeza se quer mesmo ir a um shopping ou uma padaria, por exemplo. Isso porque precisamos avaliar se estamos com o emocional em equilíbrio ou se estamos com paciência. Porque a gente sabe que vai cruzar com pessoas com esse perfil e que nos olham fixamente. Esse tipo de olhar é o que chamamos ‘olhar zoológico’, porque ele tenta tirar a nossa humanidade”, disse.

Nosso convidado pontuou que, no caso dele, esse tipo de situação se agrava por ele ser um homem trans negro. Dessa forma, além da transfobia, Arthur ainda lida com o racismo cotidianamente:

“Na cabeça de muita gente, um corpo negro e trans em ambientes públicos é sinônimo de perigo, de algo que precisa ser atacado, ameaçado. Ou, então, esse corpo é visto como chacota ou entretenimento, como se a vida dessa pessoa não tivesse valor. Isso é só uma pequena ideia do que vivo, do que acontece comigo”.

Arthur reforçou que, ao fazer o compartilhamento de suas vivências, tem como objetivo tornar possível que outras pessoas dimensionem a realidade e a vulnerabilidade enfrentadas pelas pessoas trans.

“Quando colocamos uma lupa nos dados sobre a violência com a população trans, percebemos que as mulheres trans e as travestis negras são as maiores vítimas. E mais da metade dessas mortes não ocorre num quartinho escuro, mas sim em ambientes públicos. Isso diz muito sobre como o Brasil olha e trata as pessoas trans. Esquecem que as pessoas trans têm nome, sobrenome, família, sonhos. Não sou um bicho exótico, sou um ser humano”, pontuou Arthur.

Ambiente profissional pode ajudar no bem-estar das pessoas trans

Outro aspecto importante que Arthur Bugre mencionou foi como ainda esse cenário de preconceito gera significativos danos à saúde mental da comunidade trans. Por isso, ele faz questão de destacar a importância de ir além do engajamento e da luta por respeito e reconhecimento social:

“Nossa luta é muito grande para conseguirmos avançar em questões relacionadas a todos os grupos minoritários. Mas não quero ser respeitado e acolhido só daqui a 20 anos. Precisamos dar alguns passos agora. Por isso é importante trabalharmos o conceito das ‘ilhas de acolhimento’”.

As “ilhas de acolhimento” são aquelas pessoas, grupos e instituições que se comprometem com a promoção da diversidade, equidade e da inclusão, proporcionando bem-estar através do respeito e da aceitação das pessoas como elas são.

“Isso é essencial para a preservação da vida e da saúde mental da comunidade trans. Um lugar que precisa ser uma ilha de acolhimento na prática é no nosso trabalho. Um ambiente profissional que valoriza, incentiva e respeita as minorias sociais é fundamental e empresas que conseguem alcançar esse nível têm colaboradores e pessoas naturalmente mais comprometidas”, avaliou, relembrando também, que ambientes tóxicos e inseguros refletem no resultado das companhias.

Mais do que contratar, é necessário criar um ambiente seguro para os grupos minorizados. Para ele, muitas empresas até contratam pessoas trans, mas não combatem devidamente as ações e comportamentos que enfraquecem o senso de pertencimento das mesmas.

As microagressões, que são refletidas através das ‘piadas’, comentários, cobranças excessivas sobre entregas, atividades ou até em falta de oportunidade para que os profissionais transgênero se sintam confortáveis para se manifestar em reuniões de trabalho.

A “Síndrome do Salvador” também é um problema comum em empresas que não tem uma cultura de diversidade e inclusão legítima:

“Isso ocorre quando uma pessoa trans consegue um emprego e fazem questão de dizer a ela que, por causa dessa chance, será necessário que ela trabalhe muito mais do que outros profissionais. A pessoa trans acaba não conseguindo mostrar seu talento e capacidade no ambiente profissional, porque a pressão é exaustiva”.

Dicas: como acolher pessoas trans

Nosso convidado também dividiu com o Time Cielo dicas de como é possível colaborar verdadeiramente com a inclusão dentro e fora do ambiente profissional. Confira:

  1. Ouça as pessoas trans de forma atenta e afetuosa. Não minimize o que elas sentiram ou passaram.
  2. Se posicione contra piadas, falas e comportamentos preconceituosos, seja no ambiente profissional ou social. Ao fazer isso, as pessoas vão entender que você não compactua com ações dessa natureza.
  3. Evite o uso de palavras pejorativas como “traveco” e respeite o uso dos nomes e pronomes que a pessoa trans quer adotar. Se houver dúvida, pergunte respeitosamente a ela e passe a se dirigir a ela de acordo com essa preferência.
  4. Em caso de erro ou troca de nome/pronome, peça desculpas, se corrija e se policie para não errar novamente.
  5. Não faça perguntas como “qual é o seu nome real? ou qual o seu antigo nome?”.
  6. Não faça afirmações como “decidi que vou continuar te chamando pelo antigo nome”. Essa decisão não é sua; respeite a vontade alheia.

Ele relembrou que, estatisticamente, pessoas trans que são chamadas pelo nome/pronomes de sua preferência pensam menos em suicídio.

“O respeito ao nome e ao pronome é um direito básico universal e que faz parte da identidade e da essência de uma pessoa”, exaltou.

No encerramento do bate-papo, ele comentou que é preciso fazer mais do que “se colocar no lugar do outro”.

Para promover as mudanças de comportamento, é preciso ter comprometimento em entender realidades diferentes das nossas. Isso envolve a compreensão da cultura, demandas, problemas sociais e mazelas enfrentadas:

“Você precisa ler mais, pesquisar mais, ver filmes, documentários, séries sobre o assunto. Quando falamos de desafios da comunidade trans, por exemplo, damos a entender que isso é um problema relacionado apenas a essas pessoas. Mas não é; isso é um problema social. E se é um problema social, de alguma forma, você já replicou ou reproduziu esse problema de forma consciente ou inconsciente. Para mudar, é preciso construir uma base intelectual”.

Sobre o Conversas Plurais

O Conversas Plurais é um bate-papo online que ocorre mensalmente e é voltado para o Time Cielo, visando promoção cultural de um ambiente diverso e inclusivo na nossa companhia.

Com a presença de pessoas que são referência no debate de temas relevantes sobre Diversidade & Inclusão, o evento é promovido pela gerência que cuida dessa estratégia na companhia e tem o apoio dos quatro Grupos de Afinidade da Cielo: o Além do Gênero (empoderamento feminino); o Blue to Black (relações étnico-raciais); o Prisma (representatividade LGBTQIA+); e o Somos Todos Um (inclusão de PCDs).

Lembramos que a Cielo possui seis compromissos oficiais na promoção da Diversidade e Inclusão, além do Manifesto Público lançado em 2021.

Nossa empresa não tolera situações de discriminação, independentemente de sua natureza, e temos um Código de Conduta Ética, uma Política de Diversidade e Inclusão e um Canal de Ética como instrumentos importantes no combate ao preconceito.

Quer fazer parte de uma empresa que promove a inclusão e valoriza a diversidade? Confira as vagas disponíveis e vem para o Time Cielo!

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