ICVA: Páscoa 2026 impulsiona consumo e confirma força das datas sazonais
O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) levantou dados que mostram que a Páscoa de 2026 teve papel relevante na sustentação do consumo, com crescimento nominal de 11,6% no varejo total em relação ao mesmo período do ano anterior.
O desempenho foi puxado principalmente pelo e-commerce, que avançou 19%, enquanto o varejo físico registrou alta de 9,9%, evidenciando o protagonismo do ambiente digital nas datas promocionais.
Entre os macrossetores, Serviços liderou o crescimento, com alta de 14,4%, seguido por Bens Não Duráveis, que teve alta de 13,5% – impulsionado pelas vendas típicas do período.
Já Bens Duráveis e Semiduráveis recuaram 3,4%, refletindo a priorização do consumo essencial.
No recorte setorial, destacaram-se Supermercados & Hipermercados (+17,7%) e Turismo & Transporte (+26,5%), enquanto o segmento de Bares & Restaurantes recuou 7,1%, indicando mudanças no padrão de consumo da data.
Outro destaque foi o desempenho do varejo físico por localização: lojas de rua cresceram 11,2%, enquanto shopping centers avançaram 1,1%, indicando um consumo mais direcionado e pragmático.
Regionalmente, todas as regiões apresentaram crescimento, com destaque para o Norte (+18%), puxado pelo Pará (+20,3%). Entre os demais estados, destaque também para o Ceará, com alta de 19,7%.
O que é o ICVA – Índice Cielo de Varejo Ampliado
O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) acompanha mensalmente a evolução do varejo brasileiro, de acordo com as vendas realizadas em 18 setores mapeados pela Cielo, desde pequenos lojistas a grandes varejistas.
Eles respondem por milhares de clientes credenciados à companhia.
O peso de cada setor no resultado geral do indicador é definido pelo seu desempenho no mês.
O ICVA foi desenvolvido pela área de Business Analytics da Cielo com o objetivo de oferecer mensalmente uma fotografia do comércio varejista do país a partir de informações reais.
Como o ICVA é calculado
A unidade de Business Analytics da Cielo desenvolveu modelos matemáticos e estatísticos que foram aplicados à base da companhia com o objetivo de isolar os efeitos do comportamento competitivo do mercado de credenciamento – como a variação de marketshare, substituição de cheque e dinheiro no consumo, bem como o surgimento do Pix.
Dessa forma, o indicador não reflete somente a atividade do comércio pelo movimento com cartões, mas, sim, a real dinâmica de consumo no ponto de venda.
Este índice não é, de forma alguma, a prévia dos resultados da Cielo, que é impactado por uma série de outras alavancas, tanto de receitas quanto de custos e despesas.
Entenda o Índice Cielo do Varejo Ampliado
- ICVA Nominal – Indica o crescimento da receita nominal de vendas no varejo ampliado do período, comparando com o mesmo período do ano anterior. Reflete o que o varejista de fato observa nas suas vendas.
- ICVA Deflacionado – É o ICVA Nominal descontado da inflação. Para isso, utilizamos um deflator, que é calculado a partir do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), apurados pelo IBGE e ajustados ao mix e pesos dos setores contidos no ICVA. Reflete o crescimento real do varejo, sem a contribuição do aumento de preços.
O novo modelo contempla informações do IPCA entre o primeiro e 11º mês e do IPCA-15 referentes ao 12º mês. No mês seguinte, o histórico do dado deflacionado será ajustado com a aplicação do IPCA daquele mês, podendo conter uma variação marginal.
- ICVA Nominal/Deflacionado com ajuste calendário – É o ICVA sem os efeitos de calendário que impactam determinado mês/período, quando comparado com o mesmo mês/período do ano anterior. Reflete como está o ritmo do crescimento, permitindo observar acelerações e desacelerações do índice.
- ICVA E-Commerce – Indicador do crescimento da receita nominal no canal de vendas online do Varejo do período em comparação com o período equivalente do ano anterior.
Veja também: