ICVA: Rock in Rio 2026 aquece lazer e bares, e varejo registra desempenho semelhante ao da edição de 2024
O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) mostra que o Rock in Rio voltou a movimentar o consumo na cidade do Rio de Janeiro. Durante o período do festival, realizado nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro de 2026, o faturamento nominal do varejo físico carioca cresceu 5,4% em relação ao período equivalente de 2025.
Os dados não levam em consideração o efeito da inflação.

O percentual ficou praticamente no mesmo patamar observado durante a edição de 2024, quando o ICVA havia apontado crescimento de 5,5% em relação ao período equivalente do ano anterior.
As duas taxas usam como referência o desempenho do varejo em janelas comparáveis do ano anterior a cada edição e, portanto, ajudam a dimensionar a intensidade da movimentação econômica associada ao período dos festivais.
Desempenho setorial
A composição do crescimento, porém, mudou.
Em 2026, Recreação & Lazer foi o segmento de maior destaque, com expansão de 17,3%, contra 12% na edição de 2024. Bares & Restaurantes também aceleraram: passaram de alta de 4% em 2024 para 8,6% neste ano.

Já Turismo & Transporte, um dos segmentos mais diretamente associados ao deslocamento de visitantes para grandes eventos, apresentou expansão de 11,8% neste ano. Embora expressivo, o resultado ficou abaixo dos 13,1% registrados durante a edição de 2024.
A diferença ganha relevância diante das características da edição deste ano.
O Rock in Rio 2026 terminou com mais de 700 mil pessoas ao longo de sete dias, segundo informações divulgadas após o evento, mas chegou a quatro de suas sete datas ainda com ingressos disponíveis — sinal de uma demanda menos aquecida que em outras edições.
“Os dados mostram uma característica interessante dos grandes eventos: o impacto econômico não depende apenas do número de pessoas presentes. Há também fatores como perfil do público, tíquete das compras e o tipo de consumo realizado na cidade. Nesta edição, vemos uma força especialmente grande nas atividades de lazer e em bares e restaurantes, ao mesmo tempo em que o crescimento de Turismo e Transporte foi mais moderado do que o registrado no período da edição anterior”, afirma Carlos Alves, vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo.
Outros setores também mostraram desempenho positivo na comparação com o mesmo fim de semana do ano passado.
Os postos de gasolina tiveram alta de 10,5% (esse percentual não leva em consideração a variação de preços dos combustíveis no período).
Supermercados apresentaram variação positiva de 4% e o segmento de Drogarias & Farmácias registrou avanço nominal de 3,3%.
Os demais setores do varejo carioca tiveram alta de 7%.

Macrossetores
A leitura por grandes grupos também evidencia diferenças no comportamento do consumo.
Entre os macrossetores, Bens Duráveis registraram expansão de 15%, enquanto Serviços avançaram 8,1% e Bens não Duráveis, 3,8%.

Sobre o ICVA
O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) acompanha mensalmente a evolução do Varejo brasileiro, de acordo com as vendas realizadas em 18 setores mapeados pela Cielo, desde pequenos lojistas a grandes varejistas. O peso de cada setor no resultado geral do indicador é definido pelo seu desempenho no mês.
O ICVA foi desenvolvido pela área de Business Analytics da Cielo com o objetivo de oferecer, mensalmente, uma fotografia do comércio varejista do país a partir de informações reais.
Como é calculado o ICVA
A unidade de Business Analytics da Cielo desenvolveu modelos matemáticos e estatísticos aplicados à base da companhia com o objetivo de isolar os efeitos do mercado de credenciamento — como variação de market share, substituição de cheque e dinheiro no consumo, bem como o surgimento do Pix.
Dessa forma, o indicador não reflete somente a atividade do comércio pelo movimento com cartões, mas, sim, a real dinâmica de consumo no ponto de venda.
Esse índice não é, de forma alguma, prévia de resultados da Cielo, que são impactados por uma série de outras alavancas, tanto de receitas quanto de custos e despesas.
Entenda o Índice Cielo de Varejo Ampliado
- ICVA Nominal: indica o crescimento da receita nominal de vendas no Varejo Ampliado do período, comparado ao mesmo período do ano anterior. Reflete o que o varejista de fato observa nas suas vendas.
- ICVA Deflacionado: ICVA Nominal descontado da inflação. Para isso, é utilizado um deflator calculado a partir do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo IBGE, ajustado ao mix e aos pesos dos setores contidos no ICVA. Reflete o crescimento real do Varejo, sem a contribuição do aumento de preços.
- ICVA Nominal/Deflacionado com ajuste de calendário: ICVA sem os efeitos de calendário que impactam determinado mês/período, quando comparado com o mesmo mês/período do ano anterior. Reflete como está o ritmo do crescimento, permitindo observar acelerações e desacelerações do índice.
- ICVA E-commerce: indicador do crescimento da receita nominal no canal de vendas online do Varejo, no período em comparação com o período equivalente do ano anterior.
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