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Índice ICVA

ICVA: abril tem alta de 20,5% nas vendas no Varejo

O comércio operou com menos restrições em comparação com abril do ano passado. É o sexto mês seguido de alta.
Publicado por Equipe Cielo

Abril tem alta de 20,5% nas vendas no Varejo

O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) aponta que, em abril de 2022, as vendas no Varejo cresceram 20,5%, em comparação com igual mês de 2021. A alta já considera o desconto da inflação.

Já em termos nominais, que espelham a receita de vendas observadas pelo varejista, a alta foi de 37,9%.

Assim como em meses anteriores, o crescimento significativo está associado à base comparativa. Em abril do ano passado, o comércio foi impactado pelas medidas de isolamento adotadas no combate à pandemia da Covid-19.

Os efeitos de calendário também beneficiaram o índice. Em 2022, o mês de abril teve um sábado a mais (dia de forte comércio) e uma quinta-feira a menos (dia em que as vendas costumam ser mais fracas em comparação aos fins de semana), em relação a abril de 2021.

Além disso, os efeitos gerados pelas mudanças dos feriados de abril – Páscoa e Tiradentes – também contribuíram para resultados mais positivos em abril deste ano.

Na opinião de Pedro Lippi, Head de Inteligência, da Cielo, o comércio segue apresentando sinais de recuperação:

“Abril marcou o sexto mês seguido de crescimento nas vendas. Esse quadro está associado a um comércio com menos portas fechadas. A alta dos preços também influenciou no índice nominal. Os setores de Serviços continuam puxando a retomada”, diz.

Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) Abril

Alimentos e Transportes puxam alta da inflação

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou alta de 12,13% no acumulado dos últimos 12 meses, com alta de 1,06% em abril.

O preço dos alimentos e dos transportes, que subiram 2,06%, e 1,91%, respectivamente, foram os que mais impactaram o índice.

Ao ponderar o IPCA pelos setores e pesos do ICVA, a inflação no Varejo Ampliado foi de 14,43% em abril, indicando uma aceleração em relação ao índice registrado no mês anterior.

Bens Não Duráveis e Serviços têm aceleração entre os macrossetores

Descontada a inflação e com o ajuste de calendário, os macrossetores de Bens Não Duráveis e de Serviços registraram aceleração nas vendas em relação a março.

O macrossetor de Bens Duráveis e Semiduráveis, por sua vez, sofreu desaceleração.

O segmento de Supermercados e Hipermercados foi o destaque no macrossetor de Bens Não Duráveis, enquanto Turismo e Transportes foi um dos segmentos que mais colaboraram para a aceleração no macrossetor de Serviços.

Já o macrossetor de Bens Duráveis, que desacelerou, foi impactado negativamente pelo segmento de Vestuário.

Regiões apresentam alta e Sudeste é o destaque

De acordo com o ICVA deflacionado e com ajuste de calendário, todas as regiões do país apresentaram crescimento em relação a abril do ano passado.

A região Sudeste registrou alta de 24,1%, seguida da região Norte (+16,0%), Nordeste (+14,7%), Sul (+14,2%) e Centro-Oeste (+12,7%).

Segundo o ICVA nominal com ajuste de calendário na comparação com abril de 2021, as vendas na região Sudeste cresceram 41,9%, seguida da região Nordeste (+32,3%), Sul (+29,4%), Centro-Oeste (+28,8%) e Norte (+28,7%).

Sobre o ICVA

O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) acompanha mensalmente a evolução do varejo brasileiro, de acordo com as vendas realizadas em 18 setores mapeados pela Cielo, desde pequenos lojistas a grandes varejistas.

Eles respondem por 1,2 milhão de varejistas credenciados à companhia. O peso de cada setor no resultado geral do indicador é definido pelo seu desempenho no mês.

O ICVA foi desenvolvido pela área de Inteligência da Cielo com o objetivo de oferecer mensalmente uma fotografia do comércio varejista do país a partir de informações reais.

Como é calculado

A unidade de Inteligência da Cielo desenvolveu modelos matemáticos e estatísticos que foram aplicados à base da companhia com o objetivo de isolar os efeitos do comportamento competitivo do mercado de credenciamento – como a variação de market share – e os da substituição de cheque e dinheiro no consumo.

Dessa forma, o indicador não reflete somente a atividade do comércio pelo movimento com cartões, mas, sim, a real dinâmica de consumo no ponto de venda.

Esse índice não é de forma alguma a prévia dos resultados da Cielo, que é impactado por uma série de outras alavancas, tanto de receitas quanto de custos e despesas.

Entenda o Índice

ICVA Nominal: indica o crescimento da receita nominal de vendas no varejo ampliado do período, comparando com o mesmo período do ano anterior. Reflete o que o varejista de fato observa nas suas vendas.

ICVA Deflacionado: é o ICVA Nominal descontado da inflação. Para isso, é utilizado um deflator que é calculado a partir do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo IBGE, ajustado ao mix e pesos dos setores contidos no ICVA. Reflete o crescimento real do varejo, sem a contribuição do aumento de preços.

ICVA Nominal/Deflacionado com ajuste calendário: ICVA sem os efeitos de calendário que impactam determinado mês/período, quando comparado com o mesmo mês/período do ano anterior. Reflete como está o ritmo do crescimento, permitindo observar acelerações e desacelerações do índice.

Veja também: Para que serve o Big Data


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